NESTE ARTIGO
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — não só para o sintoma. Unindo medicina, saúde mental e estilo de vida, buscamos juntos caminhos reais para você se sentir melhor.
📅 Agendar consulta com a Dra. RomanaA relação entre atividade física e saúde mental é uma das mais estudadas e subestimadas da medicina moderna.
Você está num dia ruim. A cabeça pesada, o ânimo no chão. E alguém fala: “vai malhar, vai te fazer bem.”
Você olha com uma mistura de irritação e descrença. Como levantar e colocar um tênis vai resolver o que está sentindo?
A resposta, incômoda e real, é: não vai resolver tudo. Mas vai fazer mais do que você imagina. E a ciência explica exatamente por quê.
Atividade física e saúde mental: o que acontece no cérebro quando você se move
O exercício físico não é só bom para o corpo. Ele age diretamente no cérebro — em estruturas, em química, em funcionamento. Como mecanismo central.
Quando você se movimenta de forma consistente, o cérebro libera uma cascata de substâncias que nenhum estilo de vida sedentário consegue reproduzir com a mesma intensidade:
- Serotonina — regula o humor. O mesmo alvo dos antidepressivos, estimulada naturalmente
- Dopamina — motivação e prazer. A depressão rouba a dopamina. O movimento a devolve
- Noradrenalina — foco e energia. Equilibrada pelo exercício regular
- Cortisol — reduzido com atividade consistente. Sistema nervoso mais estável
O BDNF — o adubo do seu cérebro
Existe uma proteína chamada BDNF — Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro. O BDNF é responsável pelo crescimento, pela manutenção e pela sobrevivência dos neurônios. Ele protege as células cerebrais do dano causado pelo estresse. Estimula novas conexões. Age especialmente no hipocampo — a região ligada à memória e à regulação do humor.
Estudos mostram que pessoas com depressão têm níveis reduzidos de BDNF. E que o exercício regular aumenta esses níveis — de forma comparável, em alguns estudos, ao efeito de antidepressivos.
Não é motivacional. É neurobiologia.
Segundo a OMS, adultos devem praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana para obter benefícios significativos à saúde mental. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) reconhece o exercício como parte integrante do tratamento de transtornos do humor.
O que acontece com quem está mal e tenta se mover
Existe uma crueldade específica nos transtornos psiquiátricos que torna o exercício difícil exatamente quando ele mais ajudaria.
A depressão tira a energia. Tira a motivação. O corpo fica pesado. A cama fica impossível de abandonar.
A ansiedade paralisa de outro jeito. A ideia de sair, de se expor, pode parecer grande demais.
Isso não é falta de força de vontade. É sintoma.
E é por isso que a abordagem precisa ser diferente para quem está em sofrimento real. Entenda mais: Depressão e Ansiedade.
Quanto de atividade física é suficiente para a saúde mental?
A boa notícia é que não precisa de academia, nem de uma hora por dia, nem de intensidade alta.
Precisa de consistência. E de começar de onde você está.
- Em tratamento ou sofrimento intenso: comece com caminhada. 10 minutos já fazem diferença. Sair da cama e colocar o tênis já é um ato de cuidado real
- No limite mas ainda funcionando: 30 min de atividade moderada, 3x por semana. Caminhada rápida, bike, natação, dança. Consistência pequena bate intensidade esporádica
- Para resultados mais robustos: aeróbico + treino de força. Os dois juntos têm resultado maior do que cada um sozinho
O objetivo não é emagrecer. É regular o sistema nervoso.
Atividade física como parte do tratamento em saúde mental
Exercício físico não substitui medicação quando ela é necessária. Não substitui psicoterapia. O que ele faz é potencializar tudo isso.
- Paciente ativo responde melhor ao antidepressivo
- Tem sono melhor
- Tem mais energia para engajar no processo terapêutico
- Tem menos inflamação
A psiquiatria do estilo de vida não coloca o exercício no lugar da medicina. Coloca ele dentro da medicina. Como uma prescrição — com dose, frequência e acompanhamento.
Leia também: O perigo silencioso de ficar parado e Alimentação e saúde mental.
Este texto tem base nos princípios da psiquiatria do estilo de vida e é de caráter informativo. Não substitui avaliação ou acompanhamento médico individualizado.
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — não só para o sintoma. Unindo medicina, saúde mental e estilo de vida, buscamos juntos caminhos reais para você se sentir melhor.
📅 Agendar consulta com a Dra. RomanaNota de transparência
Este conteúdo foi feito com a ajuda de uma I.A., mas verificado e corrigido por um(a) humano(a). E não se preocupe, na nossa consulta, tudo é feito por e para humanos! Você é o centro da nossa atenção e cuidado. Conte comigo para iluminar o caminho.