NESTE ARTIGO
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — não só para o sintoma. Unindo medicina, saúde mental e estilo de vida, buscamos juntos caminhos reais para você se sentir melhor.
📅 Agendar consulta com a Dra. RomanaPensa numa coisa que parece não ter nada a ver com saúde mental.
O almoço de todo dia. O pão de manhã. O refrigerante no lanche. O macarrão instantâneo quando o dia foi longo demais para cozinhar.
Parece banal. Mas o que você coloca no prato todos os dias está, neste exato momento, influenciando a forma como o seu cérebro funciona.
E a ciência tem cada vez mais certeza disso.
Existe uma conversa acontecendo dentro de você agora
Dentro do seu corpo existe uma estrada que conecta o intestino ao cérebro. É chamada de eixo intestino-cérebro — uma das descobertas mais importantes da medicina nas últimas décadas.
Essa estrada é de mão dupla. O cérebro fala com o intestino. Mas o intestino também fala com o cérebro — o tempo todo, através de hormônios, sinais nervosos e substâncias químicas.
Quem cuida dessa estrada é a microbiota intestinal — os bilhões de bactérias que habitam o seu intestino. Quando ela está desequilibrada, os sinais que chegam ao cérebro mudam. A inflamação aumenta. A produção de neurotransmissores cai.
E você sente. Mesmo sem saber de onde vem.
Veja como o estresse afeta esse eixo: Estresse. Segundo a OMS, a saúde intestinal tem impacto direto na saúde mental.
O que está no seu prato que trabalha contra você
Os alimentos que mais prejudicam a saúde mental são exatamente os que o cérebro ansioso e estressado mais pede.
- Açúcar refinado — picos e quedas bruscas de glicose, irritabilidade, cansaço, fissura por mais açúcar. Alimenta inflamação sistêmica e está ligado a quadros depressivos
- Ultraprocessados — salgadinhos, biscoitos recheados, embutidos, macarrão instantâneo. Desequilibram a microbiota. Bactérias boas morrem, bactérias inflamatórias prosperam
- Gorduras ruins e álcool — gorduras trans alimentam inflamação cerebral. O álcool parece relaxar, mas devolve a ansiedade maior na manhã seguinte e destrói o equilíbrio da microbiota
O corpo não julga. Mas responde.
O que protege — e que provavelmente não está no seu prato com frequência suficiente
De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), estudos recentes confirmam que a dieta tem papel direto na prevenção e no tratamento de transtornos mentais.
- Fibras e fermentados — frutas, legumes, verduras, grãos integrais, feijão. Iogurte natural e kefir. Microbiota saudável gera sinais melhores pro cérebro
- Ômega-3 e triptofano — sardinha, salmão, atum, linhaça, chia. Ovos, banana, aveia. A serotonina começa no prato
- Magnésio e micronutrientes — folhas verde-escuras, sementes, grãos integrais. Regula o sistema nervoso, reduz reatividade ao estresse. O nutriente mais deficiente no Brasil
Não é sobre dieta. É sobre ambiente interno.
Existe uma diferença importante entre pensar em alimentação como dieta e pensar em alimentação como cuidado.
Dieta tem prazo. Tem lista de proibidos. Tem culpa quando você sai dela.
Cuidado é outra coisa. É entender que cada refeição é uma oportunidade de mandar um sinal bom ou um sinal ruim para o seu cérebro. Sem drama, sem perfeição.
- Um prato com mais cor
- Uma fruta no lanche
- Trocar o refrigerante pela água — não para sempre, mas hoje
- Incluir feijão na semana com mais frequência
Pequeno. Consistente. Real. O intestino não pede perfeição. Pede regularidade.
Alimentação trata transtorno psiquiátrico?
Alimentação, sozinha, não substitui tratamento psiquiátrico. Não substitui psicoterapia. Não substitui medicação quando ela é necessária.
Mas ela é parte do tratamento. Isso a ciência já não discute mais.
- Paciente com depressão que muda a alimentação responde melhor ao tratamento
- Tem menos inflamação sistêmica
- Tem mais matéria-prima para produzir neurotransmissores
Leia também: Depressão e Ansiedade.
O que fazer com tudo isso
Você não precisa virar nutricionista. Não precisa decorar listas de alimentos.
Precisa começar a enxergar a alimentação como parte da saúde mental. Não como questão estética. Não como culpa. Como ferramenta.
E se você está em tratamento para depressão, ansiedade, ou qualquer outro transtorno — converse com seu médico sobre alimentação. Pergunte sobre microbiota. Pergunte sobre inflamação.
O cérebro que você quer cuidar começa, em parte, no intestino. E o intestino começa no prato.
Leia também: Atividade física e Sedentarismo.
Este texto tem base nos princípios do eixo intestino-cérebro e é de caráter informativo. Não substitui avaliação médica ou nutricional individualizada.
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — não só para o sintoma. Unindo medicina, saúde mental e estilo de vida, buscamos juntos caminhos reais para você se sentir melhor.
📅 Agendar consulta com a Dra. RomanaNota de transparência
Este conteúdo foi feito com a ajuda de uma I.A., mas verificado e corrigido por um(a) humano(a). E não se preocupe, na nossa consulta, tudo é feito por e para humanos! Você é o centro da nossa atenção e cuidado. Conte comigo para iluminar o caminho.