NESTE ARTIGO
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — sua história, seus padrões, suas dificuldades. Avaliamos com cuidado e sem julgamento, e construímos juntos estratégias reais para você funcionar melhor.
📅 Agendar consulta com a Dra. RomanaO TDAH em adultos é um dos transtornos mais subdiagnosticados da psiquiatria. Não porque seja raro — mas porque, na vida adulta, ele raramente tem cara de criança agitada.
Tem cara de procrastinação crônica. De projetos pela metade. De chegar atrasado sempre. De esquecer compromissos que você tinha certeza que lembraria.
Durante anos — às vezes décadas — essas dificuldades são atribuídas à personalidade. À falta de disciplina. À preguiça.
Não é preguiça. Não é falta de caráter. É neurobiologia.
O que é TDAH — um transtorno de neurodesenvolvimento
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é classificado pelo DSM-5 como um transtorno de neurodesenvolvimento. Isso significa que o cérebro se desenvolveu de uma forma diferente da média — desde o início. Não é algo que acontece depois. Não é consequência de trauma ou má criação.
Estudos de neuroimagem mostram diferenças estruturais e funcionais no córtex pré-frontal, região responsável pelas funções executivas: planejamento, controle de impulsos, regulação da atenção e gestão do tempo.
A herdabilidade estimada é de 74 a 80% — tornando o TDAH uma das condições mais hereditárias da psiquiatria.
Segundo a OMS, o TDAH afeta aproximadamente 5 a 7% das crianças e 2 a 5% dos adultos no mundo.
A história do TDAH na medicina
O TDAH não é um diagnóstico moderno. Em 1798, o médico escocês Alexander Crichton descreveu uma condição caracterizada por dificuldade de manter a atenção. Em 1902, o pediatra britânico George Still descreveu crianças com dificuldade persistente de regular o comportamento.
Só em 1980, com o DSM-III, a condição ganhou o nome “Transtorno do Déficit de Atenção”.
Um marco importante: por muito tempo, acreditava-se que o TDAH desaparecia na adolescência. A ciência confirmou que o TDAH persiste na vida adulta na maioria dos casos, embora mude de apresentação.
TDAH em adultos: uma face completamente diferente
A criança com TDAH é agitada, impulsiva, não consegue ficar sentada. O adulto com TDAH é diferente — e é por isso que o diagnóstico demora tanto.
A hiperatividade física se transforma em inquietação interna. Uma sensação constante de que deveria estar fazendo outra coisa.
A desatenção não aparece como ficar olhando pela janela. Aparece como abrir o computador para trabalhar e, quarenta minutos depois, perceber que estava lendo sobre um assunto completamente diferente.
A impulsividade não é necessariamente física. É falar antes de pensar. É tomar decisões sem considerar consequências.
Sintomas do TDAH em adultos no dia a dia
Desatenção
- Dificuldade de sustentar o foco em tarefas longas ou pouco estimulantes
- Erros por descuido em detalhes
- Dificuldade de seguir instruções até o fim
- Dificuldade de organizar tarefas
- Perder objetos com frequência — chaves, celular, documentos
- Distração fácil por estímulos externos
- Esquecimento frequente de compromissos
Hiperatividade e impulsividade
- Sensação interna de inquietação ou agitação
- Falar excessivamente ou em ritmo acelerado
- Dificuldade de esperar a vez — em conversas, filas, reuniões
- Interromper os outros sem perceber
- Tomar decisões impulsivas — compras, relacionamentos, mudanças de emprego
- Hiperfoco — concentração extrema em algo de interesse, ignorando tudo ao redor
Para o diagnóstico, esses sintomas precisam estar presentes desde a infância e causar prejuízo funcional real.
TDAH em adultos e saúde mental
O TDAH raramente aparece isolado:
- Ansiedade — presente em mais de 50% dos adultos com TDAH. O esforço constante para “parecer normal” é exaustivo
- Depressão — gerada pelo acúmulo de fracassos percebidos, projetos inacabados
- Insônia — o cérebro que não desliga à noite
- Baixa autoestima — construída ao longo de décadas de mensagens de que “deveria se esforçar mais”
- Dificuldades nos relacionamentos — interrupções, esquecimentos, impulsividade
Tratar só a ansiedade ou só a depressão sem identificar o TDAH subjacente é tratar o sintoma sem tocar na causa.
Entenda mais: Ansiedade, Depressão e Insônia.
Como é feito o diagnóstico de TDAH em adultos
Não existe exame de sangue ou de imagem que diagnostique TDAH. O diagnóstico é clínico — feito a partir de uma avaliação médica detalhada.
O que essa avaliação inclui:
- História clínica completa — incluindo relatos da infância e adolescência
- Aplicação dos critérios diagnósticos do DSM-5
- Avaliação do impacto funcional em diferentes contextos
- Descarte de condições que mimetizam o TDAH
- Identificação de comorbidades
- Histórico familiar
Uma consulta rápida não consegue fazer esse diagnóstico com segurança. É preciso tempo, escuta e as perguntas certas.
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) reconhece o TDAH em adultos como condição clínica estabelecida, com critérios diagnósticos e diretrizes de tratamento bem definidos.
Pilares do tratamento: comportamento, rotina e estilo de vida
O tratamento do TDAH em adultos é multimodal. As mudanças comportamentais e de rotina são pilares fundamentais, com evidência científica robusta.
1. Estrutura e rotina
- Horários fixos para acordar, comer, trabalhar e dormir
- Listas e sistemas externos de organização
- Dividir tarefas grandes em etapas pequenas e concretas
- Alarmes e lembretes — usar a tecnologia como prótese de memória, sem culpa
2. Psicoterapia — TCC adaptada para TDAH
Trabalha as habilidades que o transtorno dificulta: gestão do tempo, organização, controle de impulsos, regulação emocional, e modificação de crenças negativas sobre si mesmo.
3. Exercício físico regular
O exercício aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina — os mesmos neurotransmissores envolvidos no TDAH. Estudos mostram que 20 a 30 minutos de exercício aeróbico antes de tarefas que exigem concentração podem melhorar significativamente o foco.
Leia mais: Atividade física e mente.
4. Sono de qualidade
Pessoas com TDAH têm taxas mais altas de problemas de sono. Sono ruim piora todos os sintomas. Entenda como melhorar: Insônia.
5. Alimentação e ambiente
- Refeições regulares — pular refeições piora a concentração
- Reduzir açúcar refinado
- Ômega-3 — há evidências de que a suplementação melhora atenção e hiperatividade
- Reduzir estimulação excessiva no ambiente de trabalho
Veja mais: Hábitos e Saúde Mental e Alimentação e Saúde Mental.
Quando buscar avaliação para TDAH em adultos
Você não precisa estar em crise para buscar avaliação. Sinais que pedem avaliação:
- Dificuldade crônica de manter o foco em tarefas importantes
- Procrastinação que compromete o trabalho ou os estudos
- Esquecimentos frequentes que geram consequências práticas
- Sensação persistente de que seu potencial e sua entrega não batem
- Relacionamentos prejudicados por impulsividade ou esquecimentos
- Ansiedade ou depressão que não respondem bem ao tratamento habitual
- Reconhecimento dos sintomas desde a infância
O diagnóstico tardio dói — porque traz a conta de tudo que poderia ter sido diferente. Mas ele também liberta.
Não é tarde. É a hora certa.
Este texto é informativo e não substitui avaliação médica individualizada.
Sobre a Dra. Romana Marzarotto

Dra. Romana Marzarotto é médica com atuação em saúde mental e medicina do estilo de vida. CRM SC 37262.
Na minha consulta, olho para você por inteiro — sua história, seus padrões, suas dificuldades. Avaliamos com cuidado e sem julgamento, e construímos juntos estratégias reais para você funcionar melhor.
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Este conteúdo foi feito com a ajuda de uma I.A., mas verificado e corrigido por um(a) humano(a). E não se preocupe, na nossa consulta, tudo é feito por e para humanos! Você é o centro da nossa atenção e cuidado. Conte comigo para iluminar o caminho.